Nesta semana, ponderei pelo meu afastamento – temporário ou não - das pequenas participações, que ocasionalmente aconteciam, na condução de estudos compartilhados, ou mesmo na emissão de alvitres pessoais nessas oportunidades. Afinal, pesando a decepção para comigo mesmo (o que não chega a ser uma grande novidade...) e uma gratidão a Deus por me revelar minha “hipocrisia involuntária”, tento limitar minha estultice, calando-me.
Foi em uma manhã, passados poucos minutos da conclusão de minha entusiasmada preleção, na Escola Bíblica Dominical. Próximo ao portão de casa, bastou um pequeno incidente no trânsito, para comprovar como eu estava sendo um teórico de mão cheia, acerca de ações e reações, Cristo a nos conduzir, blá-blá-blá...
Transcorrido o breve episódio, justificável tal decisão. Acredito, pois, que um cristão autêntico pode errar, mas não pode agir pelo secular aforismo “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço.” Portanto, não estou apto a discorrer sobre as lições bíblicas, quando não as tenho praticado (seria um cego fariseu, na tentativa de auxiliar andarilhos). No máximo, postularei algum espaço menor (este blog, talvez), no qual poderei compartilhar minhas dificuldades na absorção pragmática da Palavra. Por exemplo: a despeito de não ser jovem, sou surpreendido pelo mister de reavaliar um autoconceito, no caso, o perdão.
Examinei minhas memórias; não verifico ocasiões em que encontrei grande óbice para liberar perdão - ao contrário, por saber que sou um sujeito que, vira e mexe, diariamente comete as suas mancadas (logo, precisa ser medicado com doses generosas de perdão), raramente retive o perdão para benefício de outrem. Contudo... Eu, que assim me achava um razoável "perdoador", ora me deparo em dificuldades para REALMENTE - ou seja, lá no fundinho do coração - não me abster, em relação a irmãos desta comunidade. Talvez seja por estar observando uma hipocrisia alheia, a angariar simpatizantes pelas aparências... Porém, isso não justifica minha conduta, afinal, eu também tenho perfis de execrável cinismo. Ou então seja por intuir o sentimento de autopromoção desses irmãos, e sua falsidade que chega a prejudicar terceiros... Não, isso também não justifica, pois não sou Deus para saber, com certeza, o que se passa em seus corações. Além disso, eu também tenho meus momentos de pavão presunçoso e irresponsável...
Seja como for, clamo por vossa MISERICÓRDIA, amado Senhor Jeová, pois neste instante estou com a trave em meu olho, a condenar a farpa no olho do meu próximo! Ai de mim, miserável homem que sou!
Coragem para falar. Força para calar. Cleberton O. Garmatz
(Gálatas 6:9) - E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.
(Efésios 4:32) - Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.
(Efésios 4:32) - Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.
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