Fui uma criança que cresceu sem pai biológico. Às vezes, quando sonhava com meu Papai celeste (isso ocorreu, esporadicamente, até a adolescência), sua natureza me capturava em um transe onírico, pela abrangência de sua paciência e misericórdia. Em breve tentativa descritiva, deveria aquela "supernuvem cósmica", brilhante e multiforme, adimensional e fascinante, conhecer as dificuldades de cada ser vivente neste planetinha complicado. Logo, antes de condenar as falhas, estaria Ele interessado em aflorar as – poucas - virtudes em animais atrapalhados como eu.
E, quanto àqueles "mais relutantes", mesmo quando houvesse muita escuridão em suas atribuladas existências... Bem, poderia meu Papai dizer a si mesmo: "Eu sou Deus. Posso tudo. Farei o necessário para que aqueles que ainda me rejeitam saibam do quanto desejo sua paz!"
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